Negócios
Opinião: 4 dicas para o RH avaliar soft skills
- Créditos/Foto:DepositPhotos
- 23/Junho/2025
- Autor Convidado
*Por Thiago Xavier // As soft skills são o fio condutor de toda organização, independentemente de porte ou segmento. Elas norteiam a forma como nos relacionamos com os outros, como resolvemos possíveis problemas, criando conexões mais profundas e pontes que liguem cada um dos profissionais. São elas o nosso oxigênio no ambiente de trabalho, o que as tornam essenciais de serem bem avaliadas pelo departamento de recursos humanos no momento da contratação.
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De acordo com pesquisas de Harvard University, da Carnegie Foundation e do Stanford Research Center, 85% do sucesso na carreira vem das soft skills e das habilidades interpessoais bem desenvolvidas, o que demonstram sua essencialidade para o bom desempenho individual e coletivo frente aos entregáveis esperados.
Como avaliar, contudo, as soft skills em qualquer recrutamento? Essa é uma análise que exige dos profissionais à frente desta responsabilidade uma lente refinada acerca do que se espera deste novo talento, olhando para o futuro da organização, que times precisam para construir isso e a liga necessária para unir essas habilidades frente às metas desejadas.
Para ajudar o RH nisso, destaco abaixo quatro aspectos essenciais que reforçarão essa assertividade:
1. Analise o que a empresa está buscando
Qual o perfil ideal para ocupar a vaga em questão? Alguém com um mindset questionador, voltado a processos, observador, ou qualquer outra característica ou habilidade? Tenha esses pontos muito bem estabelecidos para identificar qual profissional querem contratar e, acima de tudo, onde encontrá-lo – seja em empresas que já tiveram a mesma demanda, seja em contextos mais distantes.
2. Entenda o contexto anterior do candidato
Por onde este profissional já passou? Em quais ambientes esteve inserido, com quem construiu sua trajetória e conquistas, quais foram seus aprendizados e dificuldades, e de que forma aplicou todo este repertório em seu momento atual? Compreender este contexto também é um ponto importante para analisar experiências e como se comportou frente a esses cenários, para que determinem se será alguém que somará nesta nova proposta.
3. Sustentação e autoconhecimento
Quanto mais cada um de nós investe tempo de qualidade em nos conhecermos, melhor conseguiremos nos desenvolver e aprimorar nossas habilidades. Por isso, no processo seletivo, identifique quão calibrada essa bússola é em cada candidato, e de que forma exploram as oportunidades de sustentação deste autoconhecimento em sua trajetória profissional.
4. Busca pelo desenvolvimento
Ninguém muda ninguém. No entanto, a partir do que cada pessoa enxerga de si próprio e busca melhorar, esse é um compromisso importante pelo desenvolvimento individual que também é altamente vantajoso ao avaliar as soft skills. Observe de que forma cada candidato promove essa transformação individualmente – afinal, a vida é constante e, se nenhuma empresa para no tempo, nenhum de nós podemos também.
Ao olhar para as soft skills que ainda não estão instaladas na empresa, é dever do RH ajustar sua lente e questionar a cada candidato como ele enxerga os pontos acima. Entenda as necessidades e perfis de cada um, e de que forma viabilizar sua chegada de maneira mais transparente possível. Toda contratação deve ser um processo de cocriação entre as partes, mantendo o novo profissional engajado nesta mudança e nas relações internas para que, juntos, alavanquem os resultados desejados.
*Thiago Xavier é headhunter e sócio da Wide Executive Search, boutique de recrutamento de executivos
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