Negócios
Opinião: assinatura de celulares corporativos é o futuro da gestão
- Créditos/Foto:DepositPhotos
- 15/Julho/2025
- Autor Convidado
*Por Stephanie Peart // A transformação digital acelerou a dependência das empresas em relação aos dispositivos móveis. Comprar smartphones, lidar com depreciação, trocas demoradas e custos inesperados de manutenção são apenas alguns dos desafios que consomem tempo e recursos. Enquanto isso, uma solução mais ágil e econômica ganha espaço: a assinatura de celulares corporativos.
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O mercado de Device as a Service (DaaS) está em crescimento. Estudo da Fortune Business Insights estima que até 2030 deve alcançar faturamento de US$ 154,93 bilhões – alta de cerca de 27,9% ao ano quando comparado aos US$ 27,62 bilhões de 2023. A razão é clara: em um mundo em que a tecnologia avança em ciclos cada vez mais curtos, comprar equipamentos tornou-se um investimento arriscado e pouco flexível. O alugue ou a assinatura, por outro lado, permite que as empresas mantenham sempre os melhores dispositivos em mãos, sem preocupação com obsolescência ou custos ocultos.
Os benefícios vão além da economia. Um modelo de assinatura de celulares corporativos bem estruturado elimina a burocracia de processos internos, desde licitações até a gestão de ativos. Equipes de TI, antes sobrecarregadas com chamados de manutenção e logística, ganham agilidade para focar em segurança e produtividade. Além disso, em um cenário volátil de negócios, a possibilidade de escalar ou reduzir a frota conforme a demanda oferece uma vantagem competitiva difícil de ignorar.
Há ainda um fator estratégico: a segurança. Dispositivos alugados por meio de provedores especializados costumam vir com políticas de atualização, alguns com serviços de MDM inclusos no pacote e proteção de dados mais robustas, reduzindo riscos de vulnerabilidades. Para empresas que lidam com informações sensíveis, isso pode significar a diferença entre um ativo bem gerenciado e uma brecha custosa.
O mercado já entendeu que a posse nem sempre é o melhor caminho. Assinaturas de software, infraestrutura em nuvem e agora dispositivos móveis seguem a mesma lógica: eficiência sob demanda. Enquanto algumas empresas ainda relutam em abandonar velhos hábitos, as mais ágeis estão adotando o aluguel como parte natural da estratégia digital. O futuro da gestão de dispositivos móveis não está em acumular equipamentos, mas em acessar tecnologia de forma inteligente – e isso passa, inevitavelmente, por repensar o modelo tradicional.
*Stephanie Peart é Head da Leapfone, startup pioneira no conceito de Phone as a Service e na oferta de smartphones como novos por assinatura
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