Espaço
Entenda por que a Artemis II é um marco na exploração da Lua
- Créditos/Foto:Divulgação/Kennedy Space Center Visitor Complex
- 07/Abril/2026
- Da Redação
A missão Artemis II, conduzida pela NASA, marca um novo capítulo da exploração espacial ao retomar, após mais de cinco décadas, os voos tripulados ao entorno da Lua. Mais do que um feito simbólico, a operação inaugura avanços técnicos, operacionais e geopolíticos que devem redefinir o cenário global da chamada nova economia do espaço com potenciais impactos também para o Brasil.
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Para Ian Grosner, Procurador-Chefe da Agência Espacial Brasileira (AEB) e professor de Direito Espacial do Centro Universitário de Brasília (CEUB), a missão evidencia o papel crescente da cooperação internacional, indicando espaço para novos participantes. “O Brasil possui projetos voltados à participação futura no programa Artemis, com foco em desenvolvimento tecnológico e parcerias estratégicas. Trata-se de um processo gradual, alinhado às capacidades do nosso País”, explica.
A seguir, cinco pontos que ajudam a entender por que a Artemis II é um marco histórico:
- Primeira visão humana do lado oculto da Lua: pela primeira vez na história, astronautas puderam observar diretamente o lado oculto da Lua que, até então, só havia sido registrada por satélites. O fato amplia o conhecimento científico sobre o satélite natural da Terra e marca um novo capítulo da exploração espacial.
- Marco gravitacional decisivo: durante a trajetória, a nave entrou na chamada “esfera de influência” da Lua, ponto em que a gravidade lunar passa a ser mais forte que a da Terra, guiando a nave em direção ao satélite.
- Teste de comunicação em ambiente extremo: ao passar pelo lado oculto da Lua, a espaçonave enfrentou um período de aproximadamente 40 minutos sem comunicação com a Terra. A etapa, conhecida como “blackout”, é essencial para validar sistemas e protocolos em condições reais de missão.
- Retomada de voos tripulados à órbita lunar: a Artemis II marca o retorno de missões tripuladas à órbita da Lua pela primeira vez desde a década de 1970, consolidando uma nova fase da exploração espacial internacional.
- O Brasil se prepara para integrar futuras missões: embora não participe diretamente desta etapa, o Brasil já estrutura sua inserção no programa por meio de acordos internacionais e desenvolvimento de capacidades tecnológicas. Desde 2021, o País integra o Acordo Artemis, que reúne mais de 60 nações em torno de princípios para o uso pacífico e sustentável do espaço.
Pós-Graduação em Direito Espacial
Em 2026, o CEUB lançou a Pós-Graduação em Direito Espacial, curso híbrido e um dos primeiros do Brasil dedicados exclusivamente a essa área. Voltado a advogados, servidores públicos, integrantes das Forças Armadas, profissionais do setor aeroespacial e executivos, a formação capacita especialistas para atuar nos desafios jurídicos, regulatórios e geopolíticos da nova economia do espaço. Mais informações sobre a pós-graduação, disciplinas e matrículas estão disponíveis no site do CEUB.
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