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Anywhere office: liberdade do trabalho fora do escritório – do estado ou do país

Créditos: Imagem de stokpic por Pixabay

O home office foi adotado às pressas em praticamente todo o mundo por causa da pandemia. Entretanto, ele mostrou tanto aos profissionais quanto às empresas que, a partir do momento que eles se abrem a esse modelo de trabalho, novas oportunidades podem surgir e gerar vantagens a ambos. Não à toa, a maioria aprovou esse test drive remoto – e, agora, surge com força a tendência do anywhere office.

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Dados do relatório anual da Workana, plataforma que conecta freelancers a empresas da América Latina, revelaram que 94,2% dos trabalhadores com carteira assinada querem continuar atuando à distância. 84,2% dos gestores pretendem promover o trabalho remoto mesmo depois que o distanciamento social acabar.

Com isso, o anywhere office – que significa exatamente escritório em qualquer lugar – vem ganhando cada vez mais espaço no mercado. 16,1% dos líderes afirmaram que, para a contratação de um profissional, levarão em conta apenas a competência dele, independentemente de onde ele estiver.

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Para Martin Bata Casaccia, CMO da Workana, isso permite que as empresas encontrem e contratem especialistas que têm exatamente o perfil que elas buscam, sejam eles do Nordeste, do Sul ou Centro-Oeste, para suprir suas necessidades, colocando assim um fim no déficit de profissionais qualificados tão mencionado pelas organizações como um desafio nos dias de hoje.

Os trabalhadores à procura de oportunidades não precisarão mais se deslocar até grandes capitais, por exemplo, para conquistar o trabalho dos sonhos. “No anywhere office, pessoas podem atuar em projetos de qualquer empresa de qualquer país – e aproveitar para viajar enquanto trabalham, fazendo do mundo seu escritório”, explica Casaccia.

Anywhere office na prática

Foi em busca dessa liberdade – e para trabalhar de qualquer lugar – que 75,8% dos freelancers aderiram a essa modalidade de trabalho. 56% desses profissionais vêem como benefício poder gerenciar os próprios horários para ter a flexibilidade que lhes permite conhecer lugares novos, sem ter que ficar sem trabalhar.

O publicitário Pedro Venancio é um exemplo disso. Ele passou três anos na cidade de Porto, em Portugal, mas continuou prestando serviços a empresas  –brasileiras e estrangeiras. “É uma grande vantagem essa possibilidade de mostrar meu trabalho e atuar em companhias diversificadas, de vários países do mundo”, diz Pedro.

O profissional ainda dá dicas a quem quer se tornar freelancer e adotar o anywhere office. “Crie um estilo de vida confortável e econômico, e invista em um bom setup de trabalho. Essa alma livre, precisa de novidades e cabeça fresca para trabalhar melhor. Ache algo específico que saiba fazer e busque se destacar.”

Bruna Fratta, formada em TI – Análise e Desenvolvimento de Sistemas, assim como Pedro, também é freelancer da Workana e adepta do anywhere office. Hoje, está especificamente de Toronto, no Canadá.

Para ela, a maior vantagem é a oportunidade de continuar a fazer o que ama, independentemente de onde esteja morando. “Quando você vai para outro país, muitas vezes acaba se submetendo a empregos ruins por não ser um residente. Mas trabalhando remotamente, continuo a exercer minha profissão. Essa possibilidade de trabalhar online em outros países é maravilhosa”, afirma Bruna, que conclui: “Dê o seu melhor. Tenha um computador bom e uma internet de qualidade, e se jogue nesse mundo.”

Desenvolvimento profissional fora do escritório

Tomando como base profissionais autônomos e freelancers que atuam de qualquer lugar, dá para ter uma ideia de como estar no escritório não exerce influência quanto à responsabilidade com o trabalho, por exemplo.

Em uma pesquisa realizada pela FGV em parceria com a Workana e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 66,9% dos profissionais independentes afirmaram que seu comprometimento atual é igual ou até maior do de quando trabalhavam no modelo CLT. 41,8% dizem que sua renda atual é maior ou equivalente ao que recebiam no último emprego como CLT.

Quando o assunto é especialização, 68,6% disseram ter mais de 5 anos de experiência, 49,7% têm graduação completa, 19,8% concluíram pós, mestrado ou doutorado, e 39,5% são fluentes em mais de um idioma .

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