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Resumão da Semana

Ando devagar porque já tive náuseas

  • Créditos/Foto:Reprodução
  • 01/Maio/2026
  • Sérgio Vinícius

É, pessoal.

 

 

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A vida e essa news, talvez.

 

 

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Essas danadinhas.

 

 

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Muitas vezes, parecem uma música do Arnaldo Antunes.

 

 

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Sem sentido e com algumas figuras no meio.

 

 

 

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Com links no final.

 

 

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E uma conversa nonsense, datada de 2009 e já refutando o bolsonarismo, no meio.

 

Morar em S.Bernardo é Difícil

– Muito se fala da criminalidade em passarelas, né?

– “Muito se fala” é exagero. Mas às vezes a gente ouve notícias de pessoas que foram assaltadas em passarelas, sim. Principalmente de madrugada ou quando o sol já sumiu.

– Pois eu sei de um jeito de diminuir a criminalidade nas passarelas do Brasil. Principalmente de madrugada.

– Implodi-las? Assim como você queria implodir a Basílica de Aparecida?

– Não, não. A idéia é bem mais simples. Não sei como não pensaram nisso antes.

– Talvez porque ninguém se preocupe com os assaltos, em especial, em passarelas. Afinal, não é todo mundo que mora em uma cidade como São Bernardo que tem uma Anchieta cortando-a no meio. Aposto que se não existisse a Anchieta, o povo de São Bernardo não ia conseguir sair do quarteirão de tão perdido que ficaria.

– Isso que você acaba de dizer não faz o menor sentido para nossa conversa.

– Eu sei. Mas eu sempre quis usar essa frase.

– Bom, meu projeto para diminuir a criminalidade nas passarelas é simples: colocar um guichê, um guichezeiro e uma cancela em cada ponta dela.

– Guichezeiro?

– É. O operador do guichê. Em cada guichê haveria um estoque de armas de fogo. Quando o cidadão de bem fosse pegar a passarela, passaria no guichê, escolheria a arma de fogo e atravessaria a passarela com o revolver na mão. Quando ele chegasse do outro lado, devolveria a arma e prosseguiria viagem. Duvido muito que algum ladrão tivesse coragem de abordar outra pessoa na passarela sabendo que ela portava uma arma.

– Por esse princípio, se as pessoas andassem armadas por aí, haveria menos criminalidade.

– Não, não. Por aí, há sempre a dúvida se a pessoa tem arma ou não. No caso das passarelas, haveria a certeza de que quem vem lá está armado. Assim, melhor não mexer e deixar para assaltar quem quer que seja longe da passarela.

– Como lá embaixo, cerca de 3 metros longe do guichê.

– Isso.

– Mas aí a pessoa seria assaltada do mesmo jeito. Só não seria na passarela.

– Aí já não é problema meu.

– E tem outra coisa: essa sua idéia é bem rebuscada sim. Não é mais fácil colocar policiamento nas passarelas? Isso inibiria os ladrões.

– E se não inibisse? Imagina o cidadão de bem lá em cima, na passarela, e de repente vai ser assaltado. Aí, aparece a polícia. O coitado ia ficar em um fogo cruzado dos diabos. Eu acho que se se quer algo bem feito, deve-se fazer você mesmo. Distribuir armas para o transeunte passarelístico é a minha forma de diminuir os assaltos em passarelas.

– Que tal implodir as passarelas e criar teleféricos sobre as estradas? Assim, o cidadão atravessa sentado e não tem como ser assaltado.

– Lógico que tem. Quando um carrinho que vem passa pelo que vai, eles praticamente se encontram. Nesse momento, o ladrão pode, em um movimento brusco, roubar o coitado. E mais: se o ladrão for esperto mesmo, vai fazendo a rapa: assalta todos os cidadãos que vem em sentido oposto em uma travessia de teleférico. É uma espécie de arrastão às avessas. Um ladrão e 10 pessoas assaltadas.

– Mas pode-se colocar policiais na saída do teleférico. Quando o ladrão descesse, seria pego.

– E você acha que ele iria até o fim? Provavelmente se jogaria do teleférico assim que estivesse com os pertences das vítimas. Ia se jogar lá na autopista, lááááááá embaixo.

– E morreria atropelado. Pronto, resolvido o problema. Teleféricos no lugar de passarelas e policiais nas pontas. Se o ladrão não quiser ser preso, morre atropelado.

– Ai também não. Sou contra a pena de morte.

– Mas não é pena de morte. É opcional. Ou o cara vai preso ou se joga. Se se jogar, a culpa não é sua.

– É. Mas supondo que ele calcule e pule exatamente no interior de um carro conversível de luxo. Aí, cairia no banco, com os pertences dos cidadãos do teleférico. Depois, jogaria o motorista para fora do carro e fugiria em alta velocidade. Pronto, além de sair vivo e ileso, ainda escapa rico.

– A gente está falando de um ladrão brasileiro qualquer ou do Bruce Willis interpretando o John McClane?

– Achei que estivéssemos falando de passarelas.

 

Feliz 1º de Maio

 

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E os links no final

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Semana que vem, tem mais. Até lá.