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34 anos do Linux: o que é, como surgiu e o impacto no mundo da tecnologia
- Créditos/Foto:DepositPhotos
- 16/Setembro/2025
- Marcella Blass
O Linux foi criado em 1991 por Linus Torvalds, um estudante de ciência da computação da Universidade de Helsinki, na Finlândia. A ideia surgiu de maneira despretensiosa, mas rapidamente se popularizou e assumiu o posto de um dos sistemas operacionais open source mais populares do mundo.
Tudo começou quando, após alguns anos na faculdade, Linus deu start em um projeto pessoal com o objetivo de criar uma alternativa ao Minix – um sistema operacional acadêmico baseado em outro sistema operacional chamado Unix. Mesmo que a ideia fosse desenvolver uma solução para uso próprio, ele decidiu compartilhar o kernel Linux online sob a licença GPL (GNU Public Licence), que permitiu que programadores do mundo todo aprimorassem e expandissem o projeto.
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O curioso é que Linus divulgou o projeto na Usenet como “apenas um hobby, que não será grande e profissional como o GNU”. O plot twist da história é que, enquanto o time do tal Projeto GNU trabalhava em um kernel próprio, os usuários passaram a utilizar o kernel Linux para atender às suas necessidades imediatas. Foi assim que surgiu o sistema operacional GNU/Linux que o mercado conhece hoje.
O que é kernel?
É o componente central de um sistema operacional. Ele funciona como o núcleo que estabelece a comunicação entre os componentes de hardware e sistemas de software. Na prática, é responsável por gerenciar com a maior eficiência possível recursos críticos como memória e CPU.
Mudança de paradigma
Sendo um kernel gratuito e de código aberto, o principal trunfo do Linux é a possibilidade de relacioná-lo com conjuntos de softwares para criar sistemas operacionais personalizados. Isso fez com que ele ganhasse espaço não apenas entre os programadores individuais, mas também entre as grandes empresas. O resultado são centenas das chamadas distribuições Linux. Entre as mais famosas estão nomes como Ubuntu, Fedora e Debian.
O Android é outro dos sistemas operacionais de código aberto baseado no projeto despretensioso de Linus. Cerca de 500 dos supercomputadores mais potentes do mundo também utilizam o Linux, bem como diversos dispositivos de Internet das Coisas (IoT), sistemas embarcados (smart TVs e roteadores) e até sistemas de controle de robôs em Marte e da Estação Espacial Internacional (ISS) da NASA.
Ao longo de sua história, o Linux — e toda a filosofia open source, claro — teve papel determinante no fomento à inovação e no desenvolvimento de tecnologias com potencial disruptivo. Sem falar em seu impacto do ponto de vista de democratização do acesso à tecnologia e inspiração para outros projetos de código aberto tão promissores quanto ele.
Linux x Windows
No mundo da tecnologia, dentro da bolha de usuários, em especial, existe uma rixa antiga entre Linux e Windows. Os principais pontos que sustentam o debate são o fato de o primeiro ser um sistema de código aberto (em sua maioria) gratuito e desenvolvido por uma comunidade global, enquanto o segundo é um sistema proprietário mantido pela Microsoft com viés mais geral e comercial. Aspectos como potencial de personalização, liberdade e segurança são os principais argumentos de um lado. Já o outro destaca suporte, compatibilidade, facilidade de uso e popularidade como atributos principais.
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